sábado, 30 de março de 2013
deitado, o dia de viés
As coisas que se não diriam ao redentor quebranto da tarde. Sentes nesse
cheiro de almoço
a manhã repleta de pólen e chilreada
vinda com o tempo conjuntivo
finito de infinitivos,
não sem antes um golpe seco
de harmonia complacente, pela janela
defronte da janela
olhando, rígido e frio, o grito de paisagem na janela
Outrora, porém,
se fôssemos dia inteiro de feriado
com a sorte de sol na lapela
correríamos mais rente ao telhado
de sorriso posto no lábio frouxo, olhar
de cal branca com sol nela,
muro quente no inverno derradeiro de uma era
com pulsações titubeantes, respirar que gagueja
quando o suco de um beijo nos inflama.
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