segunda-feira, 11 de março de 2013

amor fati II

Ensaiei os passos. Interiormente. Uma quadra de rima solta que não se veio a concretizar. Talvez tudo não passasse disso, dessa quadra que nos persegue, versos como espinhos ou como carne em sangue com espinhos que lhe brotam na raiz.

Inspirei fundo aquilo que parecia ser o húmido ressudar do tempo. Não me lembro bem que cheiros lhe absorvi, entrei em profundo adormecimento. Se o contornar da esquina fosse este, teria em mim vidas gigantes e sonoras a caberem-me nas palmas das mãos. Antes, porém, que o dia amanhecesse saber-me-ia, por fim, cadáver. Ou coisa outra. Mas não isto.

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